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Aniversário da Pró-Maior mostra sede renovada e equipamento inovador

Aniversário da Pró-Maior mostra sede renovada e equipamento inovador
A Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM) celebrou o 5º aniversário com a presença do secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, autoridades locais e marítimas. A ocasião serviu para inaugurar as obras de ampliação da sede social e apresentar um novo equipamento de segurança para as embarcações locais, além de distinguir várias personalidades.

A cerimónia teve início com uma visita ao renovado espaço, agora mais amplo e que conta com diversas salas, desde a de reuniões à da presidência, passando pelas áreas administrativas, além do auditório, situado no mesmo local mas de maior dimensão. Como justificou o presidente da Associação, José Festas, "o custo das obras para a Associação foi zero, sendo financiadas pela companhia de seguros Murimar e Vodafone".

Equipar os cerca de 180 barcos de pesca local (até nove metros) associados é o próximo objetivo da APMSHM. O equipamento apresentado no passado sábado, consiste num dispositivo de emergência que, colocado na embarcação, será acionado em caso urgência através de um alarme para os telemóveis em terra. "É uma aplicação na internet, através da qual as pessoas podem seguir os trajetos das embarcações. Localiza a embarcação, identifica-a e dá as coordenadas do barco", como revelou Emanuel Garcia, representante da empresa poveira que desenvolveu o equipamento que já está a ser testado em dois barcos. José Festas divulgou que o projeto só conta com o apoio da Associação "não existem subsídios", num total superior a 70 mil euros se forem equipados a maioria dos barcos entre Figueira da Foz e Caminha.

José Festas mostrou-se confiante nas vantagens deste novo equipamento, revelando contudo que da parte dos pescadores existe algum receio na sua aplicação por questões de fiscalização dos barcos, esclarecendo: "só eu e quem o mestre do barco quiser é que ficará a saber onde o barco está. A Polícia Marítima terá o piquete, que recebe o sinal no telemóvel apenas quando é acionada a urgência".

"Draga permanente poderá ser solução mais económica"

Quanto ao processo das dragagens, José Festas voltou a referir que a "associação nunca esteve satisfeita com o modo como foi feito o processo, porque agora colocaram duas dragas mas quando acabarem o problema regressa". O mestre apelou a que haja um plano anual de dragagens ou então uma draga permanente em cada porto, "para que não estejamos todos os anos a pedir a mesma coisa".

Presente na cerimónia, o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, confessou que está atento à questão da atribuição de uma draga permanente para cada porto. "A questão da draga tem de ser equacionada para todos os portos nacionais, mas não apenas relativamente às questões de dragagem para acesso e navegação dos portos, há um outro aspeto fundamental, que é o da realimentação das praias e o aproveitamento desses dragados. Toda esta necessidade tem de ser tratada em conjunto e estamos a avaliar qual será a melhor solução, porque o mar não se trata de um momento para o outro".

O governante referiu a necessidade de se criarem condições de segurança, mas sem aumentar os encargos, garantindo: "tenham a minha determinação de fazer o melhor possível pelo mar". No entanto, Manuel Pinto de Abreu assegurou que nesta matéria "a iniciativa privada é sempre bem-vinda", salientando que a aplicação de uma draga fixa poderá ser a solução mais económica.

Autarcas pedem atenção à segurança dos homens do mar

Nas suas intervenções, tanto o vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, como o presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário Almeida, chamaram a atenção para a questão da segurança dos homens do mar nestes concelhos com grande incidência neste setor.

O autarca poveiro salientou que a cultura de segurança no mar "tem muito a ver com a tradição e o fazer como sempre foi feito", sublinhando o trabalho conduzido pelo mestre José Festas desde há cinco anos. "Foi um trabalho árduo por parte do mestre para fazer acreditar esta associação, mas é um trabalho que todos temos de reconhecer", defendeu Aires Pereira, apelando a que o mestre continue à frente da associação que fundou. "Vale a pena continuar a apostar nesta associação e continuar a desejar que o mestre não se canse e nos deixe, há muito trabalho a fazer porque enquanto morrer gente no mar esta missão nunca será terminada". O vice-presidente da Câmara da Póvoa sublinhou o apoio da autarquia para que a "comunidade da Póvoa e de Vila do Conde tenham cada vez menos que chorar junto à praia porque instituímos uma cultura de segurança".

No mesmo sentido, Mário Almeida salientou o momento em que a associação surgiu e o trabalho que tem vindo a desenvolver, evitando que no ano passado, outro naufrágio terminasse em tragédia, felicitando José Festas pelo trabalho desenvolvido.

Ao secretário de Estado, mostrou a sua satisfação pela chegada das dragagens, mas não deixou de chamar a atenção para as mais-valias de uma draga permanente, defendendo: "acho que evitava muitas vezes que se gastasse dinheiro com dragagens pontuais".
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